terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ENTÃO É NATALl.

O ano de 2011 já está partindo.Gosto de fazer inventário do que foi um ano a mais na vida.Mas deixo para o dia 30 ou 31.Antes... o Natal... mas o capitalismo tomou conta não é mesmo?Alguém escreveu, acho Galeano, que a festa não tem nada a ver com o Dono dela, Jesus Cristo, o que é um paradoxo.Mas é tão linda! Nossos espíritos ficam mansos, solidários! Então vale ...
Copiei do G1 Conheça programas gratuitos para criar cartões de Natal personalizados


Ronaldo Prass

Com a chegada do Natal, muitas pessoas querem felicitar amigos, colegas, clientes ou contatos em geral. Embora o envio de cartões de papel ainda seja uma prática largamente usada, as mensagens eletrônicas são um recurso indispensável para o envio das felicitações de final de ano. Mas que tal enviar cartões personalizados? Além de bonitos, demonstram a sensibilidade de quem os enviou. Nesta coluna, irei apresentar programas gratuitos e serviços para a criação de cartões de Natal personalizados.

Card Funk é um serviço on-line para a criação de cartões natalinos animados. Nele, é possível adicionar fotos de até cinco remetentes. Com as fotos enviadas, são criados personagens temáticos com os rostos dos remetentes. Esses personagens ficam dançando durante a exibição. É possível fazer alguns ajustes no cartão e depois publicá-lo no site do serviço. Os cartões animados podem ser compartilhados nas principais redes sociais e blogs. Correio Mágico é um serviço gratuito de criação de cartões virtuais que conta com uma infinidade de modelos de cartões temáticos. Nele, é possível criar e compartilhar não só cartões de Natal, mas cartões para outras datas festivas. Um recurso muito útil oferecido pelo serviço é a possibilidade de agendar o envio automático do cartão aos seus destinatários. Cartão de Natal da Turma da Mônica é o serviço gratuito semelhante ao Correio Mágico. Porém, os cartões são todos temáticos com a Turma da Mônica. Nele estão disponíveis cartões para todo o tipo de ocasião. Photo Card Maker é um programa gratuito compatível com as principais versões do sistema operacional Windows. Por meio do programa, é possível selecionar templates temáticos e adicionar mensagens personalizadas aos cartões. Após criado, ele é salvo como uma imagem, podendo ser impresso ou usado no corpo de e-mails, publicações em redes sociais ou post em blogs.



'Talking Santa' é um aplicativo para dispositivos móveis em que é possível brincar com o Papai Noel Talking Santa é um aplicativo para dispositivos móveis disponível para iOS e Android. O programa permite que o usuário se divirta brincando com o Papai Noel. Nele é possível fazer cócegas no bom velhinho, atropelá-lo com uma bola de neve gigante, além de conversar com ele. O Papai Noel irá repetir tudo aquilo que for dito. Também é possível gravar vídeo, criar cartões de Natal personalizados e compartilhá-los nas redes sociais. A Microsoft disponibiliza gratuitamente em seu site uma série de templates gratuitos para cartões de Natal para serem usados no pacote Office. Basta escolher o template na galeria e fazer o download do arquivo. Para personalizar a mensagem, é preciso contar com o Microsoft Office instalado no computador.

domingo, 27 de novembro de 2011

Desenvolvimento do raciocínio lógico.

Uma grande notícia já declarada pelo iluminismo, no século XX foi confirmada pela ciência.Sim nascemos inteligentes.No relato bíblioco já havia a séculos a afirmação: "Um pouco menor que os anjos" mas o homem precisa da ciência quando falta a fé nas coisas que não se vê.
Piaget estudando as crianças por 50 anos afirma que nscemos inteligentes e ficamos cada vez mais com a ação sobre os objetos que queremos conhecer.Com base nessa afirmação muitos estudiosos pensaram na pedagogia da sala de aula: Maria Montessori, Cuisinaire, Emília Ferreiro e Ana Teberoski e tantos outros.O texto que segue aqui é uma explicação de alguns desses materiais.
Trabalhando com Material Dourado e Blocos Lógicos nas Séries Iniciais


Karen Daltoé

Sueli Strelow


Maria Montessori (1870-1952), nasceu na Itália. Interessou-se pelo estudo das ciências, mas decidiu-se pela Medicina, na Universidade de Roma. Direcionou a carreira para a psiquiatria e logo se interessou por crianças deficientes. “A grande contribuição de Maria Montessori à moderna pedagogia foi a tomada de consciência da criança”, percebendo que estas respondiam com rapidez e entusiasmo aos estímulos para realizar tarefas, exercitando as habilidades motoras e experimentando autonomia.

Devido sua formação médica teve fortes influências positivistas, acreditava na experiência sensível externa que dá ao homem o progresso da inteligência, para que ele possa deixar de egoísmo e viver também para os outros.

Para ela a educação deve ser efetivada em etapas gradativas, respeitando a fase de desenvolvimento da criança, através de um processo de observação e dedução constante, feito pelo professor sobre o aluno. Na sua visão a criança traz consigo forças inatas interiores, pré-disponibilizada para aprender mesmo sem a ajuda do alheio, partiu de um princípio básico: A CRIANÇA É CAPAZ DE APRENDER NATURALMENTE. Buscando desenvolver essas energias, acredita que o educando adquire conhecimento e se torna livre para a expressão do seu ser através da liberdade do seu potencial, disse: “DEIXE A CRIANÇA LIVRE, E ELA SE REVELARÁ”. Segundo Montessori , na sala de aula o professor é uma espécie de orientador que ajuda a direcionar o indivíduo no seu desenvolvimento espontâneo, para que o mesmo não desvie do caminho traçado, assegurando a livre expressão do seu ser, sua exigência com o professor era: RESPEITO À CRIANÇA.

A escola criada por Montessori prima pela educação que leva em conta o ser total, também a criança como um todo: a interdependência corpo-mente. O homem não é um ser acabado, pronto. É alguém “em trânsito”, a caminho, sujeito a todas as mutações da Cultura. Para ela, educar é semear, é transmitir VIVÊNCIA. O educador educa através de ATITUDES, que servem como apoio/referencial para criança. Isso mostra sua preocupação com o bem-estar e social da criança e também com o aspecto prático da educação. Ainda segundo ela, a criança aprende mexendo-se (aprendizagem-movimento) num ambiente previamente preparado.

Sua escola foi totalmente adaptada para atender as necessidades da criança, favorecendo a independência do aluno.

DESCOBRIR O MUNDO PELO TOQUE

Nas escolas montessorianas o espaço interno era (e é) cuidadosamente preparado para permitir aos alunos movimentos livres, facilitando o desenvolvimento da independência e da iniciativa pessoal. Assim como o ambiente, a atividade sensorial e motora desempenha função essencial. Ou seja, dar vazão à tendência natural que a garotada tem de tocar e manipular tudo que está a seu alcance.

Maria Montessori defendia que o caminho do intelecto passa pelas mãos, porque é por meio do movimento e do toque que os pequenos exploram e decodificam o muno ao seu redor. “A criança ama tocar os objetos para depois poder reconhecê-los”, disse certa vez. Muitos dos exercícios desenvolvidos pela educadora – hoje utilizados largamente na Educação Infantil – objetivam chamar a atenção dos alunos para as propriedades dos objetos (tamanho, forma, cor, textura, peso, cheiro, barulho).

O método Montessori parte do concreto rumo ao abstrato. Baseia-se na observação de que meninos e meninas aprendem melhor pela experiência direta de procura e descoberta. Para tornar esse processo o mais rico possível, a educadora italiana desenvolveu os materiais didáticos que constituem um dos aspectos mais conhecidos de seu trabalho. São objetos simples, mas muito atraentes, e projetados para provocar o raciocínio. Há materiais pensados para auxiliar todo tipo de aprendizado, do sistema decimal à estrutura da linguagem.

Exemplos desses materiais: blocos maciços de madeira para encaixe de cilindros, blocos de madeira agrupados em três sistemas, encaixes geométricos, material das cores, barras com segmentos coloridos vermelho/azul, algarismos em lixa, blocos lógicos, material dourado, cuisenaire, ábaco, dominó, etc.



MATERIAL DOURADO

"Preparei também, para os maiorezinhos do curso elementar, um material destinado a representar os números sob forma geométrica. Trata-se do excelente material denominado material das contas. As unidades são representadas por pequenas contas amarelas; a dezena (ou número 10) é formada por uma barra de dez contas enfiadas num arame bem duro. Esta barra é repetida 10 vezes em dez outras barras ligadas entre si, formando um quadrado, "o quadrado de dez", somando o total de cem. Finalmente, dez quadrados sobrepostos e ligados formando um cubo, "o cubo de 10", isto é, 1000.

Aconteceu de crianças de quatro anos de idade ficarem atraídas por esses objetos brilhantes e facilmente manejáveis. Para surpresa nossa, puseram-se a combiná-los, imitando as crianças maiores. Surgiu assim um tal entusiasmo pelo trabalho com os números, particularmente com o sistema decimal, que se pôde afirmar que os exercícios de aritmética tinham se tornado apaixonantes.

As crianças foram compondo números até 1000. O desenvolvimento ulterior foi maravilhoso, a tal ponto que houve crianças de cinco anos que fizeram as quatro operações com números de milhares de unidades".

O Material Dourado é um dos muitos materiais idealizados pela médica e educadora italiana Maria Montessori para o trabalho com matemática.

Embora especialmente elaborado para o trabalho com aritmética, a idealização deste material seguiu os mesmos princípios montessorianos para a criação de qualquer um dos seus materiais, a educação sensorial:

• desenvolver na criança a independência, confiança em si mesma, a concentração, a coordenação e a ordem;

• gerar e desenvolver experiências concretas estruturadas para conduzir, gradualmente, a abstrações cada vez maiores;

• fazer a criança, por ela mesma, perceber os possíveis erros que comete ao realizar uma determinada ação com o material;

• trabalhar com os sentidos da criança.

Inicialmente, o Material Dourado era conhecido como "Material das Contas Douradas" e sua forma era a seguinte:





Embora esse material permitisse que as próprias crianças compusessem as dezenas e centenas, a imprecisão das medidas dos quadrados e cubos se constituía num problema ao serem realizadas atividades com números decimais e raiz quadrada, entre outras aplicações possíveis para o material de contas. Foi por isso que Lubienska de Lenval, seguidor de Montessori, fez uma modificação no material inicial e o construiu em madeira na forma que encontramos atualmente.



O nome "Material Dourado" vem do original "Material de Contas Douradas". Em analogia às contas, o material apresenta sulcos em forma de quadrados. Pode-se fazer uma adaptação do material dourado para o trabalho em sala de aula, com papel quadriculado de 1cm X 1 cm, onde as peças são feitas da seguinte forma:



unidade dezena centena

(1 X1) (1 X 10) (10 X 10)

Este material em papel possui a limitação de não ser possível a construção do bloco, o que é uma desvantagem em relação ao material em madeira.

O primeiro contato do aluno com o material deve ocorrer de forma lúdica para que ele possa explorá-lo livremente. É nesse momento que a criança percebe a forma, a constituição e os tipos de peça do material.

Ao desenvolver as atividades o professor pode pedir às crianças que elas mesmas atribuam nomes aos diferentes tipos de peças do material e criem uma forma própria de registrar o que vão fazendo. Seria conveniente que o professor trabalhasse durante algum tempo com a linguagem das crianças para depois adotar os nomes convencionais: cubinho, barra, placa e bloco.

O material dourado destina-se a atividades que auxiliam o ensino e a aprendizagem do sistema de numeração decimal-posicional e dos métodos para efetuar as operações fundamentais (ou seja, os algoritmos).

No ensino tradicional, as crianças acabam "dominando" os algoritmos a partir de treinos cansativos, mas sem conseguirem compreender o que fazem. Com o material dourado a situação é outra: as relações numéricas abstratas passam a ter uma imagem concreta, facilitando a compreensão. Obtém-se, então, além da compreensão dos algoritmos, um notável desenvolvimento do raciocínio e um aprendizado bem mais agradável.

O material, mesmo sendo destinado ao trabalho com números (na matemática) pode ser utilizado com crianças de até seis anos de idade, para desenvolver a criatividade, motricidade e o raciocínio lógico-matemático.



ATIVIDADES:

1. JOGOS LIVRES

Objetivo : tomar contato com o material, de maneira livre, sem regras.

Durante algum tempo, os alunos brincam com o material, fazendo construções livres. O material dourado é construído de maneira a representar um sistema de agrupamento. Sendo assim, muitas vezes as crianças descobrem sozinhas relações entre as peças. Por exemplo, podemos encontrar alunos que concluem:

- Ah! A barra é formada por 10 cubinhos!

- E a placa é formada por 10 barras!

- Veja, o cubo é formado por 10 placas!

2. MONTAGEM

Objetivo: perceber as relações que há entre as peças.

O professor sugere as seguintes montagens:

- uma barra;

- uma placa feita de barras;

- uma placa feita de cubinhos;

- um bloco feito de barras;

- um bloco feito de placas;

O professor estimula os alunos a obterem conclusões com perguntas como estas:

- Quantos cubinhos vão formar uma barra?

- E quantos formarão uma placa?

- Quantas barras preciso para formar uma placa?

Nesta atividade também é possível explorar conceitos geométricos, propondo desafios como estes:

- Vamos ver quem consegue montar um cubo com 8 cubinhos? É possível?

- E com 27? É possível?





3. DITADO Objetivo: relacionar cada grupo de peças ao seu valor numérico.

O professor mostra, um de cada vez, cartões com números. As crianças devem mostrar as peças correspondentes, utilizando a menor quantidade delas.





Variação:

O professor mostra peças, uma de cada vez, e os alunos escrevem a quantidade correspondente.

4. FAZENDO TROCAS

Objetivo: compreender as características do sistema decimal.

- fazer agrupamentos de 10 em 10;

- fazer reagrupamentos;

- fazer trocas;

- estimular o cálculo mental.

Para esta atividade, cada grupo deve ter um dado marcado de 4 a 9.

Cada criança do grupo, na sua vez de jogar, lança o dado e retira para si a quantidade de cubinhos correspondente ao número que sair no dado.

Veja bem: o número que sai no dado dá direito a retirar somente cubinhos.

Toda vez que uma criança juntar 10 cubinhos, ela deve trocar os 10 cubinhos por uma barra. E aí ela tem direito de jogar novamente.

Da mesma maneira, quando tiver 10 barrinhas, pode trocar as 10 barrinhas por uma placa e então jogar novamente.

O jogo termina, por exemplo, quando algum aluno consegue formar duas placas.

O professor então pergunta:

- Quem ganhou o jogo?

- Por quê?

Se houver dúvida, fazer as "destrocas".

O objetivo do jogo das trocas é a compreensão dos agrupamentos de dez em dez (dez unidades formam uma dezena, dez dezenas formam uma centena, etc.), característicos do sistema decimal.

A compreensão dos agrupamentos na base 10 é muito importante para o real entendimento das técnicas operatórias das operações fundamentais.

O fato de a troca ser premiada com o direito de jogar novamente aumenta a atenção da criança no jogo. Ao mesmo tempo, estimula seu cálculo mental. Ela começa a calcular mentalmente quanto falta para juntar 10, ou seja, quanto falta para que ela consiga fazer uma nova troca.

* cada placa será destrocada por 10 barras;

* cada barra será destrocada por 10 cubinhos.



Variações:

Pode-se jogar com dois dados e o aluno pega tantos cubinhos quanto for a soma dos números que tirar dos dados. Pode-se utilizar também uma roleta indicando de 1 a 9.

5. PREENCHENDO TABELAS

Objetivo: os mesmos das atividades 3 e 4.

- preencher tabelas respeitando o valor posicional;

- fazer comparações de números;

- fazer ordenação de números.

As regras são as mesmas da atividade 4. Na apuração, cada criança escreve em uma tabela a quantidade conseguida.



Olhando a tabela, devem responder perguntas como estas:

- Quem conseguiu a peça de maior valor?

- E de menor valor?

- Quantas barras Lucilia tem a mais que Gláucia?

Olhando a tabela à procura do vencedor, a criança compara os números e percebe o valor posicional de cada algarismo.

Por exemplo: na posição das dezenas, o 2 vale 20; na posição das centenas vale 200.

Ao tentar determinar os demais colocados (segundo, terceiro e quarto lugares) a criança começa a ordenar os números.


















6. PARTINDO DE CUBINHOS Objetivo: os mesmos da atividade 3, 4 e 5. Cada criança recebe um certo número de cubinhos para trocar por barras e depois por placas.

A seguir deve escrever na tabela os números correspondentes às quantidades de placas, barras e cubinhos obtidos após as trocas.

Esta atividade torna-se interessante na medida em que se aumenta o número de cubinhos.



7. VAMOS FAZER UM TREM?

Objetivo: compreender que o sucessor é o que tem " 1 a mais" na seqüência numérica.

O professor combina com os alunos:

- Vamos fazer um trem. O primeiro vagão é um cubinho. O vagão seguinte terá um cubinho a mais que o anterior e assim por diante. O último vagão será formado por duas barras.



Quando as crianças terminarem de montar o trem, recebem papeletas nas quais devem escrever o código de cada vagão.

Esta atividade leva à formação da idéia de sucessor. Fica claro para a criança o "mais um", na seqüência dos números. Ela contribui também para a melhor compreensão do valor posicional dos algarismos na escrita dos números.



8. UM TREM ESPECIAL

Objetivo: compreender que o antecessor é o que tem " 1 a menos" na seqüência numérica.

O professor combina com os alunos:

- Vamos fazer um trem especial. O primeiro vagão é formado por duas barras (desenha as barras na lousa). O vagão seguinte tem um cubo a menos e assim por diante. O último vagão será um cubinho.



Quando as crianças terminam de montar o trem, recebem papeletas nas quais devem escrever o código de cada vagão.

Esta atividade trabalha a idéia de antecessor. Fica claro para a criança o "menos um" na seqüência dos números. Ela contribui também para uma melhor compreensão do valor posicional dos algarismos na escrita dos números.














9. JOGO DOS CARTÕES

Objetivos: compreender o mecanismo do "vai um" nas adições; estimular o cálculo mental.

O professor coloca no centro do grupo alguns cartões virados para baixo. Nestes cartões estão escritos números entre 50 e 70.

1º sorteio: Um aluno do grupo sorteia um cartão. Os demais devem pegar as peças correspondentes ao número sorteado.

Em seguida, um representante do grupo vai à lousa e registra em uma tabela os números correspondentes às quantidades de peças.

2º sorteio: Um outro aluno sorteia um segundo cartão. Os demais devem pegar as peças correspondentes a esse segundo número sorteado.

Em seguida, o representante do grupo vai à tabela registrar a nova quantidade.

Nesse ponto, juntam-se as duas quantidades de peças, fazem-se as trocas e novamente completa-se a tabela.

Ela pode ficar assim:



Isto encerra uma rodada e vence o grupo que tiver conseguido maior total. Depois são feitas mais algumas rodadas e o vencedor do dia é o grupo que mais rodadas venceu.

Os números dos cartões podem ser outros. Por exemplo, números entre 10 e 30, na primeira série; entre 145 e 165, na segunda série.

Depois que os alunos estiverem realizando as trocas e os registros com desenvoltura, o professor pode apresentar a técnica do "vai um" a partir de uma adição como, por exemplo, 15 + 16.

Observe que somar 15 com 16 corresponde a juntar estes conjuntos de peças.



Fazendo as trocas necessárias,



Compare, agora, a operação:



* com o material:



*com os números:





Ao aplicar o "vai um", o professor pode concretizar cada passagem do cálculo usando o material ou desenhos do material, como os que mostramos.

O "vai um" também pode indicar a troca de 10 dezenas por uma centena, ou 10 centenas por 1 milhar, etc.

Veja um exemplo:



No exemplo que acabamos de ver, o "vai um" indicou a troca de 10 dezenas por uma centena.

É importante que a criança perceba a relação entre sua ação com o material e os passos efetuados na operação.

10. O JOGO DE RETIRAR

Objetivos: compreender o mecanismo do "empresta um" nas subtrações com recurso; estimular o cálculo mental.

Esta atividade pode ser realizada como um jogo de várias rodadas. Em cada rodada, os grupos sorteiam um cartão e uma papeleta. No cartão há um número e eles devem pegar as peças correspondentes a essa quantia. Na papeleta há uma ordem que indica quanto devem tirar da quantidade que têm.

Por exemplo: cartão com número 41 e papeleta com a ordem: TIRE 28.



Vence a rodada o grupo que ficar com as peças que representam o menor número. Vence o jogo o grupo que ganhar mais rodadas.

É importante que, primeiro, a criança faça várias atividades do tipo: "retire um tanto", só com o material. Depois que ela dominar o processo de "destroca", pode-se propor que registre o que acontece no jogo em uma tabela na lousa.

Isto irá proporcionar melhor entendimento do "empresta um" na subtração com recurso. Quando o professor apresentar essa técnica, poderá concretizar os passos do cálculo com auxílio do material ou desenhos do material.

O "empresta um" também pode indicar a "destroca" de uma centena por 10 dezenas ou um milhar por 10 centenas, etc. Veja o jogo seguinte:














11. "DESTROCA"

Objetivos: os mesmos da atividade 10.

Cada grupo de alunos recebe um dado marcado de 4 a 9 e uma placa. Quando o jogador começa, todos os participantes têm à sua frente uma placa. Cada criança, na sua vez de jogar, lança o dado e faz as "destrocas" para retirar a quantidade de cubinhos correspondente ao número que sair no dado. Veja bem: esse número dá direito a retirar somente cubinhos.

Na quarta rodada, vence quem ficar com as peças que representam o menor número.

Exemplo: Suponha que um aluno tenha tirado 7 no dado. Primeiro ele troca uma placa por 10 barras e uma barra por 10 cubinhos:



Depois, retira 7 cubinhos:



Salientamos novamente a importância de se proporem várias atividades como essa, utilizando, de início, só o material. Quando o processo de "destroca" estiver dominado, pode-se propor que as crianças façam as subtrações envolvidas também com números.



BLOCOS LÓGICOS

A Geometria exige uma maneira específica de raciocinar, explorar e descobrir, fatores que desempenham importante papel na concepção de espaço pela criança.

As figuras geométricas mais conhecidas pelos alunos são o quadrado, o retângulo, o triângulo e o círculo que são trabalhadas desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Nas classes de educação infantil, os blocos lógicos, pequenas peças geométricas, criadas na década de 50 pelo matemático húngaro Zoltan Paul Dienes, são bastante eficientes para que os alunos exercitem a lógica e evoluam no raciocínio abstrato. Foram utilizados de modo sistemático com crianças pelo psicólogo russo Vygotsky (1890-1934), quando ele estudava a formação dos conceitos infantis.

Eles facilitarão a vida dos alunos nos futuros encontros com números, operações, equações e outros conceitos da disciplina.

Sua função é dar aos alunos idéias das primeiras operações lógicas, como correspondência e classificação. Essa importância atribuída aos materiais concretos tem raiz nas pesquisas do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980).

Segundo Piaget, a aprendizagem da Matemática envolve o conhecimento físico e o lógico-matemático. No caso dos blocos, o conhecimento físico ocorre quando o aluno manuseia, observa e identifica os atributos de cada peça.

O lógico-matemático se dá quando ela usa esses atributos sem ter o material em mãos (raciocínio abstrato).

Material : um jogo de blocos lógicos contém 48 peças divididas em três cores (amarelo, azul e vermelho), quatro formas (círculo, quadrado, triângulo e retângulo), dois tamanhos (grande e pequeno) e duas espessuras (fino e grosso).





Alunos: a turma estará dividida em pequenos grupos para a realização das atividades.

1 - JOGO LIVRE

Primeiramente, os alunos reconhecerão o material. Formarão desenhos com as formas dos blocos lógicos, observando e comparando as cores, os tamanhos e as formas. Esse trabalho poderá ser feito em grupo, pois os alunos, através de diálogos, enriquecerão o conhecimento das características físicas de cada bloco.



Trenzinho feito com círculos, quadrados e retângulos:

formas livres no primeiro contato das crianças

com as peças dos blocos lógicos.

2 - EMPILHANDO PEÇAS

Peças do material espalhadas pela mesa (ou pelo chão). Cada aluno deverá pegar uma peça e colocar no centro do grupo, de modo que as peças serão empilhadas uma a uma. O aluno deverá fazer de tudo para a “torre” não cair. Para isso os alunos terão que pensar nas peças mais adequadas para a base, meio ou topo da torre deixando as “piores” para o companheiro seguinte. Nesta atividade os alunos desenvolverão a capacidade de discernimento, raciocínio lógico e motricidade.












3 - JOGO DA CLASSIFICAÇÃO

Apresentar um quadro às crianças para que classifiquem os blocos.

Criar junto com os alunos os atributos que serão dados para os tipos de blocos existentes.

Exemplos:

a) as quatro formas: círculo, quadrado, retângulo e triângulo

b) as duas espessuras: grosso e fino

c) os dois tamanhos: pequeno e grande

d) as cores: amarelo, azul e vermelho

Fazer em cartolina um quadro. Escolher alguns atributos e pedir aos alunos que separem os blocos de acordo com os atributos escolhidos.

Primeiramente, escolher apenas um atributo (quadrada).

Exemplo: separar apenas as peças quadradas.

Depois, ir acrescentando atributos (vermelha, fina, pequena).

Os alunos irão completar o quadro com a peça quadrada, pequena, fina e vermelha.



4 - A HISTÓRIA DO PIRATA

Agora, contar a seguinte história: "Era uma vez um pirata que adorava tesouros. Havia no porão de seu navio um baú carregado de pedras preciosas. Nesse porão, ninguém entrava. Somente o pirata tinha a chave. Mas sua felicidade durou pouco. Numa das viagens, uma tempestade virou seu barco e obrigou todos os marinheiros a se refugiarem numa ilha. Furioso, o pirata ordenou que eles voltassem a nado para resgatar o tesouro. Mas, quando retornaram, os marujos disseram que o baú havia sumido. 'Um de vocês pegou', esbravejou o pirata desconfiado."

Nesse ponto, começa o jogo com as crianças. Peça que cada uma escolha um bloco lógico. Ao observar as peças sorteadas, escolha uma delas sem comunicar às crianças qual é. Ela será a chave para descobrir o "marujo" que está com o tesouro. Apresente então um quadro com três colunas (veja abaixo). Supondo que a peça escolhida seja um triângulo pequeno, azul e grosso, você diz: "Quem pegou o tesouro tem a peça azul". Pedindo a ajuda das crianças, preencha os atributos no quadro. Em seguida, dê outra dica: "Quem pegou o tesouro tem a forma triangular". Siga até chegar ao marinheiro que esconde o tesouro. A atividade estimula mais que a comparação visual. Também exercita a comparação entre o atributo, agora imaginado pela criança, e a peça que a criança tem na mão. A negação (segunda coluna do quadro) leva à classificação e ajuda a compreender, por exemplo, que um número pertence a um e não a outro conjunto numérico.



5 – JOGO ADIVINHE QUAL É A PEÇA

Dividir a classe em grupos e espalhar os blocos lógicos pelo chão. Para descobrir qual é a peça, as crianças farão uma competição. Dar um comando das características de uma peça (por exemplo: amarelo, triângulo, grande e fino) para um grupo.

Em seguida, o grupo deve procurar e selecionar a peça correspondente para mostrá-la, o mais rapidamente possível, às outras equipes.

A competição poderá ter como objetivo verificar qual grupo encontra a peça correta primeiro ou de qual grupo encontra mais peças corretas. À medida que acertam, recebem uma pontuação.

Outra opção é de cada equipe desafiar os outros grupos da classe distribuindo eles mesmos os atributos.

6- O JOGO DAS DIFERENÇAS

Neste jogo os alunos observarão três peças sobre o quadro.

Exemplo:

1- triângulo, amarelo, grosso e grande;

2- quadrado, amarelo, grosso e grande;

3- retângulo, amarelo, grosso e grande;

Eles deverão escolher a quarta peça (círculo, amarelo, grosso e grande) observando que, entre ela e sua vizinha, deverá haver o mesmo número de diferenças existente entre as outras duas peças do quadro (a diferença na forma).

As peças serão colocadas pela professora de forma que, em primeiro lugar, haja apenas uma diferença. Depois duas, três e, por fim, quatro diferenças entre as peças. Os alunos farão comparações cada vez mais rápidas quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as condições.

7 - SIGA OS COMANDOS

As crianças vão transformar uma peça em outra seguindo uma seqüência de comandos estabelecida pelo professor. Esses comandos são indicados numa linha por setas combinadas com atributos. No exemplo da foto, vemos uma seqüência iniciada com os atributos círculo, azul e grosso. As crianças então escolhem a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor vermelha. As crianças selecionam um círculo grosso e vermelho. Em seguida, devem mudar para a espessura fina. Então, um círculo vermelho e fino é selecionado. Assim por diante, o professor pode continuar acrescentando comandos ou pode AP

resentar uma seqüência pronta. Depois é feito o processo inverso.







As crianças são então apresentadas a uma nova seqüência de comandos, já com a última peça. Elas deverão reverter os comandos para chegar à peça de partida. A atividade é essencial para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a soma como inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão. E também contribui, no futuro, para que as crianças resolvam problemas e entendam demonstrações, atividades que exigem uma forma de raciocínio em etapas seqüenciais.




















Grupo









8 – DOMINÓ

Essa atividade é semelhante ao jogo de dominó. As peças serão distribuídas entre os alunos sendo que uma delas será escolhida pelo professor para ser a peça inicial do jogo. O professor estabelece o nível de dificuldade da atividade estipulando o número de diferenças que deve haver entre as peças. Supondo que deva haver uma diferença entre as peças e que a peça inicial seja um triângulo vermelho pequeno e grosso. A peça seguinte deverá conter apenas uma diferença, como por exemplo, um triângulo amarelo pequeno e grosso (a diferença nesse caso é a cor). A atividade segue até que uma das crianças termine suas peças. As demais deverão sempre conferir se a peça colocada pelo colega “serve”, ou seja, se contém o número de diferenças estipulado pela professora.



OBSERVAÇÃO:

Esse material é muito utilizado no trabalho com conjuntos (notações, relação de pertinência, relação de inclusão, união e intersecção de conjuntos). As diferenças existentes entre as peças são utilizadas nessas construções e as atividades realizadas anteriormente são maneiras de internalizar estes conceitos.

Após a realização dessas atividades, outras podem ser realizadas.

9 – CONJUNTO DAS PARTES

Para essa atividade são necessários quatro dados: um com o desenho dos blocos em cada face (triângulo, quadrado, círculo e retângulo), outro com as faces coloridas (azul, amarelo e vermelho), outro com a grandeza (grande e pequeno) e outro com a espessura (grosso e fino).

Uma criança lança o primeiro dado e retira do conjunto de blocos as peças que satisfazem a característica da face superior. Lança o segundo dado e retira do subconjunto obtido as peças que satisfazem a característica da face superior. Lança o terceiro dado e retira do último subconjunto obtido as peças que satisfazem a característica indicada no dado. Lança o quarto dado e retira a peça que satisfaz a última condição, chegando, assim, a um conjunto unitário.

Variação:

Se em vez de utilizarmos todas as peças da caixa escolhermos algumas peças aleatórias. Poderemos chegar à noção do conjunto vazio usando o mesmo procedimento.

10 – DESCOBRINDO A INTERSECÇÃO E A UNIÃO

Entrega de dois pedaços de cordão para cada grupo para a formação de dois conjuntos. O professor solicita aos grupos que:

• retiram da caixa todas as peças triangulares e todas as todas as peças amarelas.

• coloquem no interior de uma das curvas todas as peças amarelas e, a seguir, na outra, todas as triangulares.

O professor deverá observar se os grupos atenderam corretamente as ordens dadas e solicitar aos grupos um relato do ocorrido.

***Os alunos perceberão, sem a interferência do professor, que existem peças que devem estar, simultaneamente, no interior das duas curvas. Notarão que para isto ser possível, as curvas não poderão estar separadas. Isto é, existe uma região comum entre eles onde as peças que possuem as duas características, triangulares e amarelas, ficam localizadas (0 professor deve enfatizar este fato).

A partir da descoberta dos alunos, o professor salientará que as curvas representam conjuntos e que a região comum entre ambas forma o conjunto intersecção.

Da mesma forma, se o professor pedir para que construam um conjunto formado por todas as peças amarelas ou triangulares, teremos a definição de união de conjuntos.

Variação:

Usando três cordões, o professor poderá solicitar que no interior de cada curva coloquem, sucessivamente (por exemplo):

- todas as peças circulares;

- todas as peças azuis;

- todas as peças pequenas

e verificar a intersecção entre eles.

***Quando não existir a intersecção eles serão conjuntos disjuntos.

11 – A atividade número 4 seria ideal para trabalhar o conceito de pertinência. O tesouro pertence à coluna (conjunto) “Quem pegou o tesouro?” e não pertence à coluna (conjunto) “Quem não pegou o tesouro?”. Além disso, o conjunto das peças azuis e triangulares (*) está contido no conjunto das peças azuis e o conjunto das peças triangulares contém o mesmo (*).



BIBLIOGRAFIA:

COSTA, Maria da Piedade Resende da. Matemática para deficientes mentais. São Paulo: EDICON, 1997. (Coleção Acadêmica. Série Comunicação)

FALZETTA, Ricardo. Construa a lógica, bloco a bloco. In: Nova Escola, 111 ed., abr 1998, p.20-23.

FERRARI, Márcio. A criança como protagonista. In: Nova Escola, 164 ed., ago 2003, p.32-34.

PACHECO, Alice Teresinha. Material Dourado; Blocos Multibásicos. In: Educação Matemática em Revista, 4 ed., 2002, p. 51-56.

sábado, 15 de outubro de 2011

Eu tive um professor!

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Começo de semesstre é um momento especial na faculdade.Precisamos conhecer os novos alunos, saber um pouco do que sabem, de suas vivencias na escola, que lembrança guardaram de professores, em especial no periodo de alfabetização.
Peço então que cada um leia fragmentos de memórias escolares de Drummond, Graciliano, Benjamim.numa outra aula peço que escrevam. No geral, os homens sequer se lembram do nome da professora. As meninas,ao contrário, relatam com minúcias fatos terríveis, como uma acadêmica que relatou:-Minha professora, chegava todo dia,jogava sua pasta na mesa da sala de aula e dizia: -Cuidado crianças, Hoje não é meu dia! E ela disse não se lembrar de um dia sequer que fosse diferente!Por outro lado registrei depoimentos do tipo:
"eu tive um professor que falava comingo me fitando nos olhos!" "eu tive um professor que notava minha ausencia e dizia que sentiu minha falta!" "eu tive um professor que me dizia-você não disse nada nesta aula, sua contribuição é importante!" "eu tive um professor que não me tratava diferente por causa da minha cor!"
"eu tive um professor que me visitava em minha casa quando eu ficava doente!" e por fim: "eu tive um professor que li em voz alta histórias que eu nunca esqueci!"
Tantos depoimentos me fazem crer que a glória dos professores é essa: -ser guardado para sempre na memória de seus alunos!

Em dia ensolarado em Vilhena-RO.
   

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Vamos melhorar o IDEB de nossas escolas!!!

A tecnologia que chega aos nossos lares nos permitem, hoje, ler,comentar,analisar,postar,copiar,e mais uma série de facilidades quando se navega na rede mundial! A nova febre brasileira é o facebook.Particularmente ainda não estou morrendo de amores.Estou estranhando depois de longa data no orkut.O fato de ter familiares morando nos USA me fez abrir uma página lá.Vamos ver!
Mas o assunto que pretendo abrdar é outro, é sobre  blog, essa ferramenta maravilhosa!Gosto e sou ligada em blogs e blogueiros como Juca Kfuri, José Roberto Toureiro, e tantos outros de literatura, de cinema,etc..Recentemente comecei seguir o blog de certo governador.Até  acreditei que era sério!Andei postanto comentários(que ingênua!).Depois de certo tempo, não vi utilidade em ler e comentar o que lia.Não cheguei a nenhuma conclusão da validade da página, a não ser motivo de relembrar fatos antigos,registar desabafos como este que escrevo agora. Para ler sobre isso não tenho mais interesse!
Mas chegando ao trabalho semana passada, encontrei duas folhas impressas sobre a mesa.
Vejam só: alguém imprimiu a postagem do tal blog!Fiquei indignada quando li!O governador espera toda a contribuição nossa, dos professores, para melhorar o IDEB das nossas escolar! Só que ele se esqueceu de que issto já estamos fazendo, o que falta é a parte dele,do governo!Já se sabe então que ficaremos no mesmo patamar,ou podemos piorar, já que mudanças para melhor não ocarrem com uma simples exortação na página de um blog!Francamente!             

sábado, 13 de agosto de 2011

A questão da pintura de escolas em Rondônia.

Parece uma boa notícia. A princípio.No retorno das aulas,segundo semestre, mes de agosto,corre a notícia: a escola será pintada.No caso da escola em que trabalho, uma surpresa geral: "mas já não foi reformada no ano passado? A pintura não está ótima?Mas o que estamos esperando não era ar condicionado?"
As perguntas são muitas. Respostas só uma. A nova administração quer mostrar as cores dos seu governo em todo o estado.Tudo bem, mas se acabamos de pintar!E verba para livros na Sala de Leitura? E os computadores do Laboratório de Informática?E os móveis da Biblioteca?E a formação de professores?E a quadra esportiva?
Seguem-se muitas outras necessidades que encheriam essa página!
Afinal o que é essa tal prioridade de governo?
Às vezes me custa entender.
Às vezes penso que me custa entender porque me dói demais.Dói pensar que tantas crianças,jovens e adultos aguardam melhor educação, com professores habilitados, satisfeitos no trabalho, independente da cor da escola!
Conversei com uma mãe e foi isso que ela me disse:
"Não importa se a sala de aula é amarela,azul ou verde"!
E concluiu: "importa que meu filho aprenda  ler e escrev er!"
Fiquei comovida e me lebrei de uma passagem biblíca:
"Qual é o pai que o filho lhe pede pão e ele lhe dá pedra?"
Quem tiver olhos para ver, que v eja!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Mídia pode incentivar leitores?

Já se vai longe o tempo em que se dizia: a Tv acabará com o cinema.Nos dias de hoje já foi dito que a internet acabaria com livro. Será? Especialistas nesse assunto não arriscam esse prognóstico, ao contário, cada vez mais se estuda as possibildades de conexão entre mídias, o que enrriqueceria o trabalho docente no incentivo às crianças,jovens e adultos a lerem, pesquizarem e desenvolverem materias multimídias.
Um trabalho assim chegará até a sala de aula, segundo os novos profetas digitais, através do celular e das câmeras fotográficas. Sabemos que tanto um , como outra, estão cada vez mais colocando à disposição dos usuários recursos inteligentes para acesso a outras mídias.
O desafio fica então com a escola.
Quando criança, estudei em colégio de freiras.Trazer um gibi para a escola e ser pego era um pecado terrível. Nossos gibis passavam de mão em mão no escondido do recreio.Na adolescência, os programas de tv.A mão de ferro de minha mãe vigorava nos dias de aula.Aos sábados e domingos, afrouxava, mas, de olho na tela.Não havia meios de ficar frente a tv após 21 horas.O acordo era feito e cumprido rigorosamente, para meu próprio bem.Bons tempos?Não sei! Meu tempo para leitura e estudo era planejado para não haver conflito com escolhas que eu quisesse fazer.
Os tempos são outros; a universalização da oferta de educação pública esbarrou na questão de tornar essa mesma educação de qualidade e com gosto de "quero mais."
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Esse "quero mais" passa pela mídia, já que ela está no cotidiano dos alunos e não podemos mudar.Como as freiras proibiam os gibis e eles circulavam clandestinamente, não podemos ignorar a tv, a internet, o rádio. Como parceiros terão valor, ignorados, condenaremos a escola à masmorra medieval...          

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Chacina de realengo


Só hoje me encontro em condições de registrar minha indignação. Chorei e continuo chorando!Chorei com os pais, com uma avó, com Ana Maria Braga, com a Presidente Dilma, minha xará. Penso que vou continuar indignada, não sei até quando, depois de ouvir o Senhor Ministro Fernando Haddad dizer com todas as Letras que nossas escolas continuarão abertas para a comunidade. Como assim? A Escola Municipal Tasso da Silveira pode ser tudo para a comunidade, sem ficar refém de bandidos, bêbados, tarados e malucos como o que matou esses adolescentes no Rio. Discordo como mãe, como avó, como professora e como cidadã brasileira.

Esse chavão "escola aberta à comunidade" é fraco sem for colocado à luz do dia a dia. Cito duas situações do meu município, de escolas estaduais. Se os alunos querem praticar a velha "pelada", já que outros esportes dependem de materiais, raramente são autorizados. Não há funcionários disponíveis para atendê-los.

Trabalhei, faz pouco, numa escola de turmas iniciais do ensino fundamental que depois de anos conseguiu uma quadra mal acabada para a prática da Educação Física, componente obrigatório do currículo nacional. Pois bem, as crianças jogavam e brincavam nos horários de prática dessa disciplina. A diretora e o professor foram convocados por um promotor da cidade para o seguinte:

"A escola precisa mudar os horários da prática porque os gritos dos alunos incomodam vizinhos.Nada de atividades nos finais de semana, onde já se viu?"

A diretora voltou aos prantos, se sentira humilhada e o professor, sabiamente não aceitava a recomendação.Também dei meu parecer na época:"devemos pedir ao promotor que faça isso por escrito já que essa jurisprudência não compete a ele e sim ao juiz da Infância e da Adolescência." E assim ficou .Um pastor havia agendado um Congresso a seis meses, a ser realizado na quadra da escola.Foi até ao juiz e conseguiu um "alvará" para o evento.

Sabia-se que o "vizinho" incomodado que pretendia mudar o horário da escola, era "amigo" do promotor.

Outros absurdos poderiam ser narrados aqui já que fui diretora de escola e me vi em situações de extrema dificuldade com falta de segurança na escola.

Restou-me um último desabafo:

-Senhor Ministro Fernando Haddad, o senhor tem filhos? Estão matriculados em escolas públicas?

quarta-feira, 16 de março de 2011

Maria Bethania e a verba do MinC

Vejam só!!!
RIO - A cantora Maria Bethânia entrou nos Trending Topics Brasil do Twitter na manhã desta quarta-feira, depois de ter recebido R$ 1,3 milhão do Ministério de Cultura para fazer um blog. De acordo com a colunista Monica Bergamo, da "Folha de S.Paulo", a página "O Mundo Precisa de Poesia" terá um vídeo diário da cantora interpretando poemas, numa série de 365 clipes dirigidas por Andrucha Waddington.
Os internautas que colocaram a hashtag #mariabethania nos Trendings Topics consideraram um exagero o dinheiro recebido para colocar o blog no ar. "Pô, Maria Bethânia, R$ 1,3 milhão em lei de incentivo para criar um blog? Não conhece wordpress.com?", indagaram os @blogueirosparanaenses, referindo-se à ferramenta de publicação gratuita Wordpress. Sobraram também críticas para o MinC, que disponibilizou a verba para o projeto.
CADA VEZ MAIS ME ARREPENDO DE SER BRASILEIRA-Carlos Drummond de Andrade queria ter nascido na França, se negou fazer campanha "politiqueira" para entar na ABL e agora li que Frreira Gullar, um dos ganddes poetas desse Brasilzinho,vivo, se negar fazer o jogo para ser "imortal"...
Hoje me deparo com essa notícia aí, sobre Maria Bethânia. Como dizia Bussunda: FALA SÉRIO MARIA BETHÂNIA!!!´Já não basta o Giberto Gil se prevalescer do cargo de ministro para remasterizar sua própria obra e agora mais essa???!!!
Trabalho numa Sala de Leitura/Biblioteca de escola pública.Sabem quanto recebemos de verba para adquirir livros? 00000000000000000.
Vez ou outra recebemos 6 ou 7 livros como se fosse a glória nacional!!!
Temos que fazer campanhas para receber doações, comprar livros nos sebos quando vamos às grandes cidades como Campinas ou Sampa.
E projetos? Uma epopéia...é papel aqui e ali,volta tudo pra corrigir,estatísticas até cansar...documentos do diretor,do presidente da APP...o cambau.Vai a Porto Velho...volta...correção,correção,correção...quando já se está doido,zoró...aprova,ou não!!!Se vem A VERBA, chega no apagar das luzes, naquela correria,é papel de toda ordem.E aí a gente descobre o pior.Livros? Tem lá uma merrequinha, com muito esforço,comprando obras de domínio público, talvez uns 20 livrinhos da editora Martim Claret.
Mas para celebridades é isso aí, RS 1,3 milhões!!!!!!!!!!!!
Oh vida,oh dia!!!    

terça-feira, 15 de março de 2011

Lá se foi o Carnaval!

Já que passou o Carnaval...vamos iniciar pra valer o ano de 2011!
Não andei de ressaca porque faz tempo que não brinco no Carnaval.Sou do tempo : "QUANTO RISO,OH QUANTA ALEGRIA
MAIS DE MIL PLHAÇOS NO SALÃO!!!Deixa pra lá!
O assunto que me trás aqui é o de que mais gosto: Alfabetização...
Ah!!!quanta discussão, às vezes inútil...
Uma acadêmica,minha aluna me questionou sobre LETRAMENTO, assunto que não  entra no meu curriculo de Fundamentos Metodológicos da Alfabetização, disciplina que ministro em dois semestres.
Muito bem.Eis a questão: as discussões sobre o que é ser letrado e ser alfabetizado se perdem  e não chegam a lugar nenhum.O que precisamos com urgência é parar de discutir coisas banais e ir direto ao ponto.o que pensam as crianças sobre ler e escrever? Como posso ajudá-las e aos adultos para que aprendam a ler  e a gostar de ler, o que  é mais  importante ainda!
Como produzir textos coerentes e coesos?
Essas são as questões que me preocupam e das quais vou procurar falar aqui.Aguardem...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se o filho pede pão...

Andei desanimada, mas é só ve o vídeo de Joshep Klimber(rs,rs,rs...) que volto enxergar com lentes cor de rosa.Depoiis de longas férias e viajando, o retorno à escola é uma dura realidade.Comecei uma faxina na Sala de Leitura "Clarice Lispector" (sito o nome para parecer de verdade!), mas não é.Nosso sonho, meu e de minhas colegas de trabalho é ver um espaço que incentive os jovens e adultos a ler,ler,ler...
O local é impróprio, improvisado.Ora é sala de aula,ora é depósito de livros didáticos,velhos.Quando o ideal seria recebermos do governo, livros,livros a mão cheia,(de literatura brasileira e estrangeira,de biografias, de arte,..etc,etc..)omo dizia Castro Alves ( e manda o povo pensar), recebe-se coleções de Barsa,muitas!!!Com outras coleções para crianças de escola infantil, quado a Sala "Clarice Lispector" está numa escola de EJA, ou seja, para Jovens e Adultos!!!!!!!!!!!!
Então me vem em mente a passagem bíblica:
Qual é o pai que tendo um filho que lhe pede pão, lhe serve pedras?
Termino refletindo por mim mesma: -Nenhum pai faria isso, somente os padrastos miseráveis, que odeiam seu enteados pentelhos que teem ciúmes da mãe!!!
Convoco Freud para explicar.E tenho dito.   

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

As semanas pedagógicas.

Todo início de ano letivo, o calendário da rede estadual de Rondônia prioriza "a semana pedagógica".
É um momento de aquecimento, de retorno, de trocas entre os professores,e...às vezesaté dá para aprender alguma coisa nova,ou até antiga, que a gente de repente ignorava. Felizmente, o tempo do professor "sábio" já vai longe!
Eu me lembro de minha mãe, apaixondada professora rural,jovem, querendo ensinar os jovens e as ccrianças da região da Fazenda Boa Vereda.Não havia na região pessoa mais respeitada.Até porque era ela que também puxava os terços,as novenas e movimentava as festas religiosas!!!
Santa mãe!!!
Se alguém queria comprar, vender, mudar o tipo de plantação, era com ela que vinha falar>
Calcular área de terrenos? Explicar a notícia do Repóter Esso? Ler os jornais ou bulas de remédio?
Calcular os dias de trabalho de peões?Tudo se resolvia, na casa da professora Antônia.
Os tempos são outros, pouco sabemos e cada vez menos!
Ainda bem que todos os outros profissionais passam pelo processo.Outro dia meu marido comentou comigo sobre a nossa cidade de Itumbiára, no seu tempo de criança: Dr Mario Guedes,médico de todos, o único na região.Atendia crianças,fazia partos,corção,fígado,etc,etc...Diagnóstico segura,sem um exame sequer!
Advogado, a mesma história, Dr Hildeu, atendia a todos os casos,fossse separação, homicídio,pendengas de terras!!!Ainda treinava o volei feminino, no Itumbiára Tenis Clube!!! 
Que consolo, entender o avanço da ciência, da multiplicação do saber.Estamos todos no mesmo barco.
Dr Flauber,meu ortopedista, na dúvida pede o raio X, meu dentista de São Carlos,prof de pós-graduação, examina meus implantes numa panorâmica E nós professores?
Vamos iniciar  um novo ano letivo, quem dera termos as informações completas do aluno que chega:-como vai sua memória,concentração,atenção,seu afetivo,tudo enfim? Quantas fraturas sofreu na alma até aqui?
Quantas expectativas frustradas?Quantos fracassos e derrotas?
Ah, crianças,jovens e adultos que chegam à escola em 2011,sejam bem-vindos.Tomara que a viajem seja sem turbulências e o mar livre de tempestades ou vendavais.  

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Em Nova Ponte

Fui fazendeira,tive bois,cavalos e muitas terras.Hoje sou funcionária publica,Nova Ponte é apenas um DVD na estante da minha sala,mas como dói!!!!!!!!!!!!!
Comecei me reportando a um poema de Drummond,meu poeta maior!
Ontem,20 de janeiro de 2011,estive em Nova Ponte,cidade nova.A velha,onde nasci,está submersa na represa do rio Araguari.A cidade nova,não é meu chão,me sinto estranha por aqui.Mas nem tudo é ferida exposta.
Pude reforçar os laços com meu lado família que não conhecia,quase.O lado do meu pai,os Bernardes Ferreira.
Fui criada longa da família do meu pai,mudamos e só ouvia comentários sobre os que ficaram em Nova Ponte,a velha.Meu pai era filho de Joaquim Bernardes Ferreira,filho de José Bernades Ferreira.Este teve filhos e filhas.Um dos filhos,Manoel Bernardes Ferreira,teve 12 filhos(seis homens e seis mulheres).Ontem encontrei cinco deles: Amador(de quem falarei depois) Bernardes Ferreira, José Bernardes Ferreira(Zequinha), Salvador Bernardes Ferreira,Joaquina Ferreira,Nair Ferreira.Os outros estão em Uberlândia,de onde escrevo agora.Joaquina é minha tia Santa esculpida.Nas fotos de jovem,linda,pele aveludada,morena jambo. 
Conheci Manoel Bernardes Ferreira,filho de Calimério Bernardes Ferreira,outro irmão do meu avô.
Joaquina e Amador são cidadãos novapontense, com diploma da Câmara Municipal.
Amador é capitão de Cavalhada,festa da tradição da cidade.Fez um filme/documntário,pelo Ministério da Cultura.Ele me contou o que foi andar de avião pela 1ª vez,talvez a única.seu álbum do filme,conta com fotos dele com atores e atrizes globais além do ex ministro Gilberto Gil.
Na sua casa estão as medalhas conquistadas nas Cavalhadas em que participou.Contou-me que estudou com meu pai,foi aluno de minha mãe.Onde estava eu que perdi tanto tempo,longe de minhas raízes?Onde estava eu que só agora,vim descobrir o túmulo do meu avô Joaquim Bernardes?Onde meu Deus?Na rotina do meu trabalho?Nas noites de vigília esperando que o alcólico voltasse do bar?Onde,onde?
Nova Ponte é toda dos emus ancestrais.Os Carneiros de minha vó Olinda,os Fernandes do meu avô Eduardo,os Alves Miranda da vó Joana.
As notícias de morte são inevitáveis!!!Morreu tio Raul,irmão mais novo de mamãe.Morreram tia Dorcelina e tia Alair,irmãs de meu pai.Assim caminha a humanidade!!!
Voltarei ao assunto. 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Paulínia

Hoje vou a Paulínia-o polo cinematogáfico que está bombando.Lá foi filmado o tropa de Elite 2,Sarha vai me levar até lá.Amanhã conto tudo.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Tropa de elite 2

Já disse aqui que adoro cinema!
Só ontem fui ver o Tropa de Elite 2.Os comentário de todos que viram foram excelentes e eu,mesmo não sendo muito fã do gênero,fui ver com uma filha maravilhosa!
Meu Deus!Nossinhora!!!O que que é aquilo?
As veias,as tripas,as vísceras,tudo da pátria amada idolatrada,salve,salve!!!Tudo exposto,na cara de quem quiser!!!Só faltaram os escândalos do futebol! O resto tava tudo lá!

Mesmo jantando comida chinesa,que amo, após o filme,voltamos meio que com vazio dentro do peito!
Oh Brasil,quem poderá te salvar?Algum herói sumido da mídia eletrônica?Um Zorro importado de USA?
O velho Homem Aranha ou A Mulher Maravilha?Que Deus de misericórdia tenha pena de todos nós,os que buscam justiça no país!Amém! 

domingo, 2 de janeiro de 2011

Andorinhas

Campinas é chamada a capital das andorinhas.Ontem o canal EPTV fez uma homengem a elas.Grande lição!
Os pássaros migratórios são um exemplo de preservação da vida.Se é frio,buscam outras paragens para se aquecerem.O que melhor ainda,voam juntos,em bandos!
Ah,vida minha!!!Tenho trabalhado árduamente para sobreviver sem depender dos cuidados de terceiros,da aceitação ou aprovação de pessoas,nerm sempre indicadas...é assim que tenho buscado viver.Cuidando de mim da melhor maneira,não me metendo no que não é da minha conta!
Quem sabe ainda chego lá, me cuidando,como se cuidam as andorinhas!